A cibersegurança para pequenas empresas costuma parecer um tema distante, reservado a grandes corporações, com time de TI, servidores e ferramentas complexas.
Na rotina de uma pequena empresa, uma mesma pessoa costuma assumir várias frentes ao mesmo tempo. Ela conduz as vendas, organiza as finanças, atende clientes e resolve imprevistos, como o computador que trava.
Com tantas demandas disputando a atenção, a proteção digital costuma ficar para depois. A decisão faz sentido na correria, mas o risco não espera.
Os golpistas olham para a facilidade de entrada, e não para o tamanho do negócio.
Por isso, quem tem menos barreiras costuma ser o alvo mais fácil. O caminho para começar, porém, é mais simples do que parece.
Este artigo apresenta um roteiro realista, em etapas pequenas. Ele mostra por que o risco existe e quais hábitos fazem mais diferença. Também explica como escolher fornecedores com critério e onde entram os contratos e documentos da empresa.
Por que a cibersegurança para pequenas empresas é uma prioridade?
Cibersegurança para pequenas empresas é prioridade porque o incidente deixou de ser exceção.
Muitos ataques chegam em massa, por e-mail, mensagem ou link, e seguem para qualquer porta que encontram aberta.
A pesquisa global da Kaspersky, feita com especialistas em segurança de TI de 18 países, mostra o tamanho desse cenário.
O que a pesquisa da Kaspersky revela:
- Incidente é regra: 86% das pequenas e médias empresas enfrentaram ao menos um episódio de segurança no último ano.
- Poucas passaram ilesas: Entre as empresas com menos de 500 funcionários, só 14% escaparam de qualquer ocorrência.
- Portas de entrada no Brasil: O phishing lidera, com 28% dos casos. Em seguida aparecem as falhas em softwares (18%) e os acessos remotos externos (15%).
- Falhas ainda sem correção: Os chamados exploits de dia zero, que aproveitam brechas desconhecidas pelo fabricante do software, aparecem em 8% dos incidentes.
- Reação do mercado: 82% das empresas já ampliaram o investimento em segurança em 2026.
Os números mostram que o problema aparece em empresas de todos os perfis, e boa parte das causas está em hábitos e em atualizações.
Hábitos simples de proteção reduzem boa parte desses riscos. O artigo “Cibersegurança: boas práticas para gerir os dados da sua empresa” aprofunda o tema, com orientações sobre o cuidado com as informações do negócio.
Por que pequenas empresas são alvos frequentes?
Quatro fatores ajudam a explicar por que esses ataques chegam com tanta frequência a pequenos negócios:.
- Ataques em escala: Ferramentas automáticas testam muitos endereços em sequência, em busca de senhas simples e softwares sem atualização. Uma empresa sem proteção básica entra nessa lista com facilidade.
- Informações que rendem dinheiro: Cadastros de clientes, dados bancários, contratos e acessos a sistemas de pagamento têm valor para quem aplica golpes.
- Ponte para clientes maiores: Uma empresa que presta serviço a outra de grande porte pode servir de atalho. O golpista usa a relação de confiança que já existe entre as duas.
- Segurança sem responsável: Quando ninguém cuida do tema, o assunto perde espaço para as demandas do dia a dia e as decisões acontecem no improviso.
Em uma empresa pequena, o cuidado com a informação passa pela mão de várias pessoas. O artigo “Por que a segurança da informação deve ser prioridade em todos os departamentos” mostra como cada área contribui para a proteção dos dados.
Quais dúvidas são comuns sobre a cibersegurança para pequenas empresas?
Algumas ideias são comuns e compreensíveis, mas podem afastar a empresa do primeiro passo.
Conhecê-las ajuda a abrir a conversa dentro da equipe:
- “Meus dados não chamariam atenção.”
Lista de clientes, notas fiscais e senhas de acesso têm valor para quem aplica golpes, mesmo em pequenos negócios.
- “Segurança exige uma equipe de TI.”
Boa parte do básico depende do hábito e da configuração. Uma tarde de ajustes já faz diferença.
- “O antivírus resolve.”
Ele é um bom aliado e funciona melhor junto de senhas fortes, atenção a e-mails falsos e controle de quem acessa os sistemas.
- “Sistema na nuvem já vem protegido.”
O fornecedor cuida da infraestrutura, e a empresa cuida de senhas, acessos e do uso no dia a dia.
Outra ideia comum é a de que a proteção custa sempre caro. Parte das medidas iniciais pede atenção e organização.
Quando parte da equipe trabalha de casa, os cuidados com senhas e acessos ganham um desafio a mais. O artigo “5 dicas de cibersegurança no home office que todo colaborador deve seguir” reúne orientações práticas para esse cenário.
Quais riscos para cibersegurança que aparecem primeiro na rotina de uma empresa pequena?
Alguns problemas se repetem com frequência. Reconhecê-los mostra onde agir primeiro.
E-mail falso
E-mails falsos são mensagens que imitam fornecedores, bancos ou clientes que pedem pagamento, senha ou dados.
Elas chegam com aparência familiar e tom de urgência, o que dificulta a percepção na correria.
Possíveis impactos:
- Pagamentos feitos para contas de golpistas.
- Senhas e dados de clientes entregues sem perceber.
- Acesso de terceiros a sistemas e contas da empresa.
Como evitar:
- Conferir o remetente e o destino do link antes de clicar.
- Confirmar por outro canal, como telefone, qualquer pedido de pagamento ou de troca de conta bancária.
- Definir quem valida solicitações financeiras fora do comum.
Senhas repetidas
Usar a mesma senha em vários serviços é um hábito comum, pois facilita a memorização.
O risco é que um único vazamento abre várias portas ao mesmo tempo.
Possíveis impactos:
- Acesso indevido a e-mail, banco e sistemas de gestão, como ERPs e CRMs.
- Dificuldade de saber quais contas foram afetadas.
- Perda de controle sobre informações de clientes.
Como evitar:
- Criar uma senha diferente para cada serviço.
- Usar um gerenciador de senhas para guardar todas com segurança.
- Ativar a autenticação multifator nos acessos principais.
Perda de arquivos
Um computador que quebra, um celular perdido ou um arquivo sequestrado por um ataque pode parar a operação por dias.
Possíveis impactos:
- Perda de cadastros, contratos e notas fiscais.
- Atraso em entregas e no atendimento a clientes.
- Tempo gasto para refazer o que se perdeu.
Como evitar:
- Salvar os arquivos importantes em um serviço de nuvem com sincronização automática, em vez de mantê-los só no computador.
- Ativar o backup automático dos equipamentos.
- Combinar com a equipe uma pasta padrão para os arquivos da empresa, evitando documentos soltos na área de trabalho ou em pendrives.
Acessos esquecidos
Ex-colaboradores, parceiros antigos e prestadores de serviço podem continuar entrando em sistemas e pastas depois que o trabalho termina.
Possíveis impactos:
- Informações internas acessadas por quem já não faz parte da operação.
- Alterações sem um responsável identificado.
- Exposição de dados de clientes e de contratos.
Como evitar:
- Manter uma lista de quem acessa cada sistema.
- Revisar os acessos sempre que alguém sair da empresa ou terminar um contrato.
- Liberar permissões conforme a função de cada pessoa.
Documentos fora de controle
Contratos e cadastros circulam por mensagens e e-mails, sem registro de quem abriu ou alterou.
Com o tempo, ninguém sabe ao certo onde está a versão final.
Possíveis impactos:
- Dúvida sobre qual versão do documento vale.
- Dados de clientes espalhados em vários dispositivos.
- Dificuldade de comprovar quem viu ou modificou cada arquivo.
Como evitar:
- Reunir os documentos em um único local, com controle de acesso.
- Definir quem pode visualizar e quem pode editar cada arquivo.
- Evitar que contratos e cadastros circulem soltos em conversas, sem registro de quem alterou.
- Formalizar contratos por assinatura eletrônica e digital, que mantém o documento assinado e o registro de quem assinou no mesmo lugar.
Phishing, malware e spam aparecem juntos nessa lista, mas cada um age de um jeito. O artigo “Qual a diferença entre phishing, malware, spyware e spam?” ajuda a separar essas ameaças pelo nome, o que facilita a conversa com a equipe.
Por onde começar a cibersegurança para pequenas empresas?
Os hábitos abaixo cobrem os riscos mais comuns e cabem em poucas semanas de rotina.
Como criar senhas fortes e fáceis de gerenciar?
Senha forte é, antes de tudo, uma senha longa. Uma frase com várias palavras é mais difícil de adivinhar do que uma palavra curta seguida de um número.
Algumas boas práticas simplificam a rotina da equipe:
- Tamanho e variedade: Misturar letras maiúsculas e minúsculas, números e caracteres especiais, como @, # e !, amplia as combinações possíveis. Quanto mais longa a senha, melhor.
- Uma senha por serviço: A repetição transforma um único vazamento em vários problemas.
- Gerenciador de senhas: O programa gera, guarda e preenche as senhas, sem depender da memória.
- Acesso individual: Cada pessoa usa o próprio login, o que facilita saber quem fez cada acesso.
O que evitar:
- Dados pessoais: Datas de aniversário, nomes de familiares, de animais de estimação ou da própria empresa são fáceis de descobrir.
- Sequências e palavras comuns: Combinações como “123456”, “qwerty” e “senha” estão entre as primeiras que os golpistas testam.
- Trocas previsíveis: Trocar “a” por “@” ou “o” por “0” em uma palavra comum ainda deixa a senha fácil de adivinhar.
- Pequenas variações da mesma senha: Acrescentar um número ao final para cada serviço mantém o padrão e facilita o trabalho de quem tenta invadir.
- Anotações soltas: Senhas escritas em planilhas, post-its ou enviadas por aplicativo de conversa ficam expostas.
- Compartilhamento entre colegas: O login emprestado impede o controle sobre quem acessa o quê.
Como ativar a autenticação em dois fatores?
A autenticação em dois fatores, também chamada de autenticação multifator, exige uma segunda confirmação além da senha.
Pode ser um código no celular, um aplicativo autenticador ou a biometria.
Com ela, uma senha capturada em um golpe dificilmente basta para entrar na conta, pois o segundo fator fica com a pessoa.
A ativação leva poucos minutos e vale começar pelo mais sensível:
- O e-mail principal, porque ele recupera quase todas as outras contas.
- O internet banking e os sistemas financeiros.
- O sistema de gestão e as ferramentas de armazenamento.
- As redes sociais e os canais de atendimento da empresa.
Como ativar:
- Procurar, nas configurações de segurança de cada conta, a opção de verificação em duas etapas.
- Preferir um aplicativo autenticador, quando a opção existir.
- Guardar os códigos de recuperação em um local seguro e separado da senha.
O que evitar:
- Compartilhar com qualquer pessoa os códigos recebidos, mesmo que a solicitação pareça vir do suporte.
- Aprovar pedidos de login sem conferir se foi a própria pessoa que tentou entrar.
- Deixar as contas mais sensíveis para depois e ativar só nas menos importantes.
Para entender como ela funciona, vale a leitura do artigo “Autenticação Multifator: o que é e por que sua empresa precisa dela?”.
Como fazer backups que realmente funcionam?
Backup é a cópia dos arquivos importantes em outro lugar. Ele protege a operação quando o computador quebra, quando alguém apaga um arquivo sem querer ou quando um programa malicioso bloqueia tudo.
Uma referência simples é a regra 3-2-1. Ela pede três cópias dos dados, contando o arquivo original e dois backups, guardadas em dois tipos de mídia diferentes, como um HD interno e um SSD externo.
A terceira parte da regra é manter uma das cópias em outro local, separada fisicamente da rede da empresa.
Como fazer:
- Automatizar a cópia, para que ela não dependa de memória.
- Incluir celulares e notebooks usados no trabalho.
- Conferir de tempos em tempos se os arquivos aparecem na cópia.
O que evitar:
- Guardar a cópia no mesmo computador ou no mesmo local dos arquivos originais.
- Depender de cópias manuais, que costumam ser esquecidas na correria.
- Manter o backup sem senha ou aberto a qualquer pessoa da equipe.
Como controlar os acessos da empresa?
O princípio do privilégio mínimo (PoLP) resume a ideia: cada pessoa acessa apenas o que precisa para trabalhar.
Quem atende clientes, por exemplo, não precisa abrir a pasta de folha de pagamento.
Na prática, o controle cabe em uma lista simples, com sistemas, responsáveis e níveis de acesso.
Quando um acesso é invadido, o alcance do problema fica menor, e esse é o principal ganho do princípio.
O modelo Zero Trust, ou confiança zero, complementa essa lógica. Seu lema é “nunca confiar, sempre verificar”: cada acesso passa por confirmação, mesmo vindo de dentro da empresa ou de um dispositivo conhecido.
Em uma empresa pequena, o conceito não exige estrutura sofisticada. Ele aparece em hábitos e configurações simples, como os listados abaixo.
Como aplicar:
- Pedir autenticação em dois fatores nos sistemas principais.
- Pedir nova confirmação para acessar dados mais sensíveis, como o financeiro e os cadastros de clientes.
- Cadastrar os dispositivos que acessam os sistemas, incluindo celulares e notebooks pessoais usados no trabalho.
- Revisar os acessos quando alguém muda de função.
- Remover imediatamente o acesso de quem sai da empresa.
- Separar a conta de administrador da conta de uso diário.
- Revisar a lista completa a cada trimestre.
O que evitar:
- Considerar um acesso seguro só porque vem da rede interna ou do Wi-Fi do escritório.
- Contas e senhas compartilhadas entre várias pessoas.
- Liberar acesso total “para facilitar”, sem avaliar a necessidade de cada função.
- Manter ativos os acessos de ex-colaboradores e parceiros antigos.
Como manter sistemas e dispositivos atualizados?
As atualizações corrigem falhas já conhecidas. Muitos ataques exploram brechas que o fabricante já resolveu, e a proteção só chega a quem instala a correção.
Como fazer:
- Ativar as atualizações automáticas em computadores, celulares e programas de uso diário.
- Manter um antivírus confiável e ativo, como complemento.
- Proteger o Wi-Fi com senha forte e trocar a senha padrão do roteador.
- Criar uma rede separada para visitantes, o que reduz o risco de alguém de fora chegar aos equipamentos da empresa.
O que evitar:
- Adiar as atualizações por semanas.
- Instalar programas piratas e extensões desconhecidas.
- Usar sistemas antigos que o fabricante já deixou de atualizar.
Para entender melhor as táticas usadas para manipular decisões, vale a leitura de “O que é engenharia social e como ela afeta sua empresa?”
Cada ferramenta nova é uma porta nova. Sistemas de gestão, plataformas de pagamento e serviços de armazenamento guardam dados da empresa e dos clientes.
Por isso, quem contrata ou adota uma solução também precisa saber o que perguntar antes.
Para contratar um fornecedor confiável, faça estas perguntas:
- Certificações: A empresa tem certificações reconhecidas, como a ISO 27001, que passa por auditoria externa?
- LGPD: A empresa explica como trata e protege dados pessoais?
- Criptografia: Os dados ficam protegidos quando trafegam e quando estão armazenados?
- Localização dos dados: Onde ficam os servidores e quem os administra?
- Controle de acesso: A ferramenta oferece autenticação multifator e perfis de permissão?
- Registro de atividades: O sistema guarda quem fez cada ação e quando?
- Falhas e continuidade: O fornecedor explica o que acontece com as informações se houver uma falha no serviço e em quanto tempo ele volta ao normal?
- Suporte em incidentes: Existe um canal para avisar e resolver problemas de segurança?
Nem sempre todas as respostas estão no site. Nesses casos, vale enviar as perguntas por escrito, porque a resposta fica registrada.
Para pequenas empresas: Como treinar a equipe sobre cibersegurança?
As pessoas são a porta de entrada mais usada pelos golpes. Um clique distraído pode anular meses de configuração técnica.
O treinamento funciona melhor em etapas curtas, ligadas à rotina de cada área.
Etapa 1: Mapear o que cada função manuseia
Cada área lida com um tipo de informação e, por isso, recebe um tipo de golpe.
Com esse mapeamento de processos, o treinamento prepara cada pessoa para a situação que ela vai encontrar de verdade.
- O financeiro lida com boletos, Pix e pedidos de alteração de dados bancários.
- O atendimento recebe solicitações de clientes, e algumas são tentativas de obter dados.
- O RH abre currículos e anexos enviados por desconhecidos.
- O comercial troca propostas e contratos com várias empresas.
- A diretoria é imitada com frequência em mensagens que pedem urgência.
Uma conversa de 20 minutos com o responsável de cada área já gera esse levantamento.
Etapa 2: Escrever as regras em uma página
Regras difíceis de consultar acabam esquecidas. Uma página simples, em linguagem do dia a dia, reduz a dúvida na hora do aperto.
Ela pode reunir:
- Quem aprova pagamentos fora do padrão e mudanças de conta bancária.
- A quem avisar diante de uma mensagem estranha, com nome e canal definidos.
- Quais informações a empresa jamais pede por mensagem, como senhas e códigos de acesso.
- O que fazer quando alguém já clicou ou respondeu.
A primeira conversa, de 30 a 40 minutos, vai além de listar tipos de ataque. O foco é mostrar por que o golpe funciona.
A engenharia social explora emoções comuns, como urgência, medo, respeito à autoridade, curiosidade e vontade de ajudar.
- Apresentar de dois a quatro casos próximos do setor, de preferência do mercado brasileiro.
- Perguntar quem já recebeu algo parecido. Os relatos aproximam o tema da realidade da equipe.
- Deixar claro que o aviso rápido vale mais do que a perfeição, e que errar faz parte do aprendizado.
- Encerrar com uma pergunta aberta sobre o que cada pessoa faria naquela situação.
Um microtreino mensal de 15 minutos mantém o assunto relevante sem tirar a equipe da operação.
Cada encontro trata de um único tema, e a ordem pode seguir o risco de cada empresa:
- Mês 1: Pedidos de pagamento e mudanças de dados bancários.
- Mês 2: Golpes por ligação e mensagem, como o falso suporte e o falso gestor.
- Mês 3: Trabalho remoto, Wi-Fi público e uso de dispositivos pessoais.
- Mês 4: Cuidados com dados de clientes e com documentos da empresa.
Etapa 5: Simular situações em ambiente seguro
As simulações mostram na prática como cada pessoa reage. Para funcionarem bem, vale seguir alguns cuidados:
- Avisar a equipe, no início do programa, de que haverá simulações ao longo do ano.
- Enviar uma mensagem falsa simples e inofensiva, ligada a uma situação do trabalho.
- Conversar sobre o resultado em grupo, sem expor quem clicou.
- Repetir com variações, já que a atenção diminui com o tempo.
Etapa 6: Criar um canal de aviso rápido
O canal pode ser um grupo ou um e-mail dedicado, desde que todos saibam onde avisar.
Dois detalhes fazem diferença:
- Definir quem responde e em quanto tempo, mesmo que a primeira resposta seja só a confirmação de que a mensagem chegou.
- Agradecer a quem avisa, inclusive nos alarmes falsos, o que incentiva os próximos avisos.
Etapa 7: Acompanhar e ajustar
Alguns indicadores simples mostram se o treinamento funciona, como o número de avisos recebidos, o tempo de resposta e as dúvidas mais frequentes.
- Atualizar o conteúdo quando surgir um golpe novo no mercado ou dentro da própria empresa.
- Incluir a conversa de segurança no primeiro dia de quem entra.
- Revisar a página de regras a cada semestre.
O artigo “Cultura de segurança digital: como transformar sua equipe em aliados?” aprofunda como construir esse hábito no dia a dia.
Contratos, propostas e termos contêm dados sensíveis. Quando circulam sem controle de versão, de acesso e de registro, viram uma das portas mais fáceis para fraude e vazamento.
Por isso, o cuidado com esses arquivos também faz parte da cibersegurança para pequenas empresas.
Assinar documentos em uma plataforma segura reúne em um só lugar o que antes ficava espalhado: quem assinou, quando assinou e qual é a versão final.
Documentos que precisam de aceite ou de comprovação podem seguir esse fluxo.
Alguns exemplos por área mostram como isso aparece na rotina:
A lista acima reúne exemplos comuns, mas há muitos outros formatos que circulam na rotina das empresas. O artigo “Documentos digitais: tipos que você provavelmente não conhece” apresenta alguns deles.
Conheça os diferenciais da D4Sign que apoiam essa proteção na rotina
- Validade jurídica: As assinaturas eletrônicas têm respaldo na legislação brasileira que regulamenta o tema, como a MP 2.200-2/2001 e a Lei 14.063/2020.
- ISO 27001 e LGPD: Certificação em gestão de segurança da informação e conformidade com a lei de proteção de dados.
- Nuvem AWS e criptografia: A D4Sign é parceira da Amazon Web Services, e as informações ficam protegidas em trânsito e armazenadas.
- Autenticação: Diferentes formas de validar quem assina, como selfie com documento, Pix e integração com o gov.br.
- Trilha de auditoria: O certificado de assinatura registra data, hora, IP e geolocalização (quando habilitada) de cada ação.
- Código hash: Transforma o conteúdo do documento em um código de tamanho fixo com o objetivo de comprovar a integridade do arquivo. Qualquer alteração, mesmo pequena, gera um código diferente, confirmando que o documento é o original e que ninguém o modificou depois da assinatura.
- Cofres e acessos: Os documentos são organizados em em cofres, que permitem controlar quem pode realizar ações como enviar e assinar. Com usuários ilimitados*, cada colaborador usa o próprio acesso, sem dividir login.
- Suporte reconhecido: Atendimento em português, premiado no Reclame Aqui em 2024.
- D4Sign.AI: Resumos automáticos e chat para tirar dúvidas sobre o contrato.
- D4Sign CLM: Gestão do ciclo de vida dos contratos, da criação ao encerramento.
O artigo “Plataforma para assinatura digital: Como escolher a melhor para o seu negócio?” reúne os critérios ao comparar opções para decidir com segurança.
Um mês, quatro semanas: O roteiro para colocar a cibersegurança para pequenas empresas em movimento
Na cibersegurança para pequenas empresas, dar o primeiro passo agora protege mais do que esperar o momento perfeito.
Um plano de ação de quatro semanas organiza as tarefas em etapas, uma por vez, e se encaixa no ritmo da empresa.
- Semana 1: Criar senhas únicas, adotar um gerenciador de senhas e ativar a autenticação em dois fatores nas contas.
- Semana 2: Configurar o backup automático, testar uma restauração e revisar quem acessa cada sistema.
- Semana 3: Listar os fornecedores de tecnologia, fazer as perguntas de segurança e organizar os contratos e documentos em um ambiente com controle de acesso.
- Semana 4: Realizar o primeiro microtreino, registrar a presença da equipe em um documento enviado para assinatura pela plataforma e definir o canal de dúvidas e avisos.
Depois do primeiro mês, a manutenção cabe em poucos minutos. A cada trimestre, vale revisar os acessos, testar o backup e atualizar a lista de fornecedores.
A cibersegurança para pequenas empresas funciona como hábito, e não como projeto único.
Dessa forma, cada etapa concluída reduz as chances de um golpe virar prejuízo.
Se tá combinado, tá na D4Sign. Comece o teste grátis e conheça uma forma de organizar contratos e documentos com mais controle e registro.
Perguntas frequentes sobre cibersegurança para pequenas empresas
O que é cibersegurança para pequenas empresas?
É o conjunto de práticas, hábitos e ferramentas que protegem uma empresa de pequeno porte.
A proteção alcança dados, sistemas e documentos e mitiga riscos de ataques digitais, vazamentos e fraudes.
Pequenas empresas realmente sofrem ataques?
Sim. Muitos ataques são enviados em massa e atingem quem tem menos proteção. Por isso, pequenas empresas aparecem com frequência entre as vítimas.
Existe uma primeira medida recomendada?
Ativar a autenticação em dois fatores no e-mail e nas contas financeiras é um bom começo. A ação é rápida e protege as contas mais sensíveis.
É preciso ter uma equipe de TI para se proteger?
Não necessariamente. Boa parte do básico, como senhas, backups e controle de acessos, depende de hábitos.
Quando a empresa cresce, um profissional ou uma consultoria de TI apoia as etapas mais técnicas.
A assinatura eletrônica ajuda na cibersegurança?
Ajuda na parte de contratos e documentos. Uma plataforma segura autentica quem assina, registra a ação e guarda o arquivo em ambiente com acesso controlado.
Na prática, cada etapa reduz um risco. Os pontos de autenticação confirmam que o signatário é quem diz ser, o que dificulta o uso de identidades falsas.
O registro de cada ação, com data, hora e IP, deixa o histórico disponível para consulta, enquanto o código hash garante a integridade do documento.
O fluxo também fica mais organizado, porque o contrato deixa de circular em versões soltas e segue um único caminho, do envio à assinatura.
Esse apoio funciona ao lado das demais práticas do roteiro, como senhas fortes, backups e controle de acessos.
*Consulte as condições de usuários ilimitados de acordo com o plano contratado.